| Casa do Atrium antiga edificação romana, e torre Templária |
Pelas escavações arqueológicas (ainda visíveis e a aguardarem melhores condições técnico-científicas para avançarem), concluiu-se que terá sido construída nos finais do século I, depois de Cristo.
O edifício, ou o que dele restou para a posteridade, faz parte do “Atrium”, que seria uma espécie de pátio aberto ladeado por duas divisões, a que chamavam “alae”, separadas por um corredor ou “atrium”, que tinha no cimo uma abertura, o “compluvium” para entrar não só a luz como também as águas das chuvas que ficavam retidas num tanque, o “impluvium”, ladeado por colunas que suportavam o travejamento do telhado. Em Conímbriga, e noutras “villae” romanas, existem ainda hoje edifícios semelhantes.
| Duas portas, acessíveis através de ponte e escada amovível |
Na “domus” romana considerava-se o “atrium” como o coração da casa, onde a família se reunia e convivia, e onde o “dominus” (o proprietário) recebia as visitas.
Grande parte deste e de outros edifícios romanos foram na era da reconquista cristã desmantelados para com as suas pesadas silharias de granito se edificarem as muralhas medievais. Com alguma atenção vê-se nas muralhas diferentes talhes nos blocos graníticos e até algumas inscrições muito delidas, que constituem uma espécie de sedimentos históricos, alinhavados por diferentes eras, culturas e civilizações.
| Face do poente, repare-se na solidez do podium em que assenta o edifício, ao lado vêm-se restos de escavações |
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| As poldras do rio Ponsul, espécie de ponte pedonal |
Deixo-vos algumas fotos da Casa do Átrio, mas também dos fundamentos de outros edifícios romanos, a que acrescento as poldras do rio Ponsul, uma estrada fluvial por onde os igeditanos escoavam as suas riquezas minerais (estanho, chumbo, zinco).

